Quando o assunto é design, dificilmente pensamos na música ou em uma instalação totalmente tátil, na qual a visão é desnecessária. Essa redução traz problemas para que ele possa ser visto como um verdadeiro agenciador capaz de produzir associações. Analisá-lo como uma potência criativa que gera agenciamentos é uma tentativa de aproximá-lo do público para que entendam como são criadas essas relações, é torná-lo mais humano e estreitar a distância entre objeto e observador.

O design há muito tempo estendeu seu campo mais conhecido, o visual, para começar a trabalhar em outros campos. O fato de ter deixado seu lugar comum para atuar em mais áreas do sentido já nos permite mensurar a importância e a relevância que isso carrega. Ele é uma das formas mais amplas e complexas de expressão e tem poder para afetar e criar vínculos independentes, que podem surgir por meio de uma mensagem pré-determinada ou não. Por isso, é considerado por muitos como um meio de comunicação, visto que os meios são instrumentos utilizados para passar uma mensagem e, nesse caso, o design é confundido com publicidade, marketing ou até mesmo desenho.

Como diria Lucília Borges em Design Desejante: a dobra como espaço e(ntr)e, “aqui o alvo não é o fim, mas o meio de onde brotam as sensações”. Essa frase ilustra exatamente a preocupação no modo como o público se relaciona e cria experiências ao entrar em contato com determinado “produto”. O designer thinker e cientista cognitivo Donald Norman tenta explicar em seu livro, Design Emocional: porque adoramos (ou detestamos) os objetos do dia a dia, como podemos vivenciar essa experiência dividindo-a em três níveis:

1. Visceral
Este nível é ligado ao nosso instinto, à primeira reação causada pelo contato. Está além do nosso controle, em uma área subconsciente que faz com que gostemos mais disso do que daquilo. Essa primeira atração, que está totalmente ligada à estética, nos faz acreditar na melhor usabilidade ou comunicação do “produto”.

2. Comportamental
É nesse segundo momento que as coisas acontecem e a beleza é substituída por outras relações. Agora o prazer pelo uso, pela forma fluida e sem problemas toma as rédeas. Nesse nível, a sensação de controle, compreensão e eficácia que tal design tem para concluir a tarefa que lhe foi dada torna-se o mais importante.

3. Reflexivo
O terceiro e último nível apontado por Norman trata do superego, agora o que conta está além da estética e da praticidade. Nessa hora, a experiência de familiaridade nos envolve e a reflexão é sobre o quanto o design se parece conosco, como nos sentimos ao usá-lo e o que as pessoas enxergam disso. Está ligado à personalidade, ao status social que queremos mostrar e às associações que serão feitas.

Analisando a proposta de Norman e a preocupação de Lucília, notamos que o design está além de uma produção de bens para consumo e que ele pode ser um projétil, não no sentido de uma arma de fogo, mas como um artifício que tem potência para atravessar um corpo e afetá-lo criando novas mensagens e relações. Todas essas trocas de informação criam novos processos cognitivos que comunicam de alguma forma e nos faz compreender o porquê a concepção de beleza, a facilidade no uso de determinado produto ou a recepção de uma mensagem, o poder que uma música, um quadro ou um objeto trazem não é o mesmo para cada pessoa.

Design é uma questão de escolha, com disparos que podem sair de qualquer lugar para chegar a qualquer outro. Talvez seja essa incerteza que faz com que algumas pessoas não o considerem um verdadeiro meio de comunicação.

Bibliografia

BORGES, Maria Lucília. Design Desejante: a dobra como espaço e(ntr)e. 2008. 200 páginas. Tese – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP.

NORMAN, Donald A. Design Emocional: porque adoramos (ou detestamos) os objetos do dia-a-dia. Local de publicação: ROCCO, 2008. 323 páginas.

Entre o efeito manada e os discursos de ódio existe uma grande responsabilidade dos formadores de opinião.

 

Entender a crise que desconforta qualquer brasileiro minimamente consciente das incoerências vividas pelo país, nos âmbitos político e econômico, vai muito além de uma análise da política e da economia. O que mais preocupa, ao menos no ponto de vista desse que vos escreve, é a crise na esfera da moralidade social.

A medida em que a militância virtual abrangeu a participação nas discussões políticas, evidenciou também uma face sombria do comportamento social. A superação da timidez, mediada pela segurança que um aparelho com acesso à rede proporciona, faz emergir as mais variadas formas de intolerância e discursos de ódio. O clima de insatisfação política, dicotomia ideológica (direita x esquerda) e despautério discursivo, nos dão a impressão de que os valores humanos pouco evoluíram desde o século passado.

Abandonando um pouco as preocupações relacionadas ao destino que nos aguarda, eleva-se a questão: como chegamos até aqui? É evidente que alguém ou alguma coisa fomenta esse espectro neofascista, que agora mostra seus dentes com raiva e confiança. Seria difícil apontar somente um precursor desse fenômeno tão complexo, num ambiente tão multiforme como o Brasil. Mas, certamente, há uma influência indeterminada dos chamados “formadores de opinião” na relação dos indivíduos com o senso coletivo. Entender como reagimos à autoridade de “especialistas” pode nos dar algum parâmetro sobre a questão.

Nesse sentido, é válido mencionar o experimento do psicólogo e sociólogo polonês Salomon Asch durante a década de 1950, que consistia em inserir um voluntário numa sala com 7 outros supostos voluntários (que na verdade eram atores) para um teste de acuidade visual. Eram apresentadas duas figuras, a primeira com uma linha vertical e a segunda com três linhas, e as pessoas na sala deveriam dizer qual linha da segunda imagem tinha o comprimento semelhante com o da primeira, conforme a imagem abaixo:

O teste era simples e a resposta certa era óbvia, a estimativa de respostas erradas nesse tipo de teste é de menos de 1 em 35 (menos de 3%). Porém, os resultados foram assombrosos. O que o estudo de Asch realmente queria avaliar era o efeito da pressão social na conformidade, numa época em que as telecomunicações experimentavam crescentes avanços e, desde então, já havia a preocupação do poder de influência que a mídia poderia exercer na população.

Imagine que você é o voluntário real, que era sempre um dos últimos a responder. As duas primeiras perguntas eram respondidas corretamente por todos, pra te deixar mais a vontade. A partir da terceira pergunta o primeiro avaliado dava uma resposta claramente errada. Você pensa “que idiota”. Mas ai o segundo também erra, e depois o terceiro, e todos erram até chegar em você, que confia na sua visão e dá a resposta que lhe parece evidente. Todos olham para você. Muito estranho.

Na rodada seguinte a mesma coisa. A medida que você, voluntário, respondia corretamente, contrariando os demais, todos o olhavam. Você tem certeza da resposta, mas como podem todos estarem errados e você estar certo? Na próxima rodada você já não tem tanta certeza, começa a ficar angustiado e se perguntar se sua visão está realmente boa. É constrangedor responder diferente de todo mundo. Você passa então a errar de propósito, só pra não discordar dos demais.

Como e até que ponto as forças sociais moldam as opiniões e atitudes das pessoas? Foram 123 voluntários reais que participaram da pesquisa, dos quais: 75% escolheram a alternativa errada ao menos uma vez; 37% erraram a maioria das respostas; 5% deles acompanharam a opção incorreta todas as vezes. O teste também mostrou que a discrepância do erro não interferia no resultado. Ou seja, o absurdo do erro não diminuía a taxa de adesão do participante à unanimidade do grupo.

Outro teste, ainda mais estarrecedor, foi realizado pouco tempo depois por um discípulo de Salomon Asch, o psicólogo americano Stanley Milgram. Ele fez parte da equipe que realizou o experimento mencionado acima. O que sua pesquisa revelou foi o assustador comportamento que transforma pessoas comuns em malvados algozes, capazes das maiores atrocidades.

Milgram acreditava que qualquer situação potencialmente persuasiva poderia levar pessoas comuns a abandonarem seus princípios morais e cometerem as piores barbaridades. E em 1961 seu experimento provou isso. Imagine-se novamente convidado, através de um anúncio de jornal que oferecia na época US$4,50 aos interessados, para uma experiência que mediria, dessa vez, a interferência da punição nos processos de aprendizagem.

Tendo aceito, você se encaminharia a um laboratório da Universidade de Yale onde um sério pesquisador num imponente jaleco cinza lhe explicaria os procedimentos: um sorteio definiria quem seria o Professor e o Aluno. O primeiro faria uma série de perguntas pré-definidas ao segundo e, a cada erro, um choque elétrico de pequena intensidade (15 volts) seria aplicado através de uma máquina acionada pelo próprio Professor. A cada erro a carga a aumentaria em 15 volts, até o limite de 450 – uma carga perigosa e potencialmente fatal.

No sorteio você é determinado à função de professor, se livrando da possibilidade de ser eletrocutado. O pesquisador (na verdade um ator) amarra o aluno (outro ator) numa cadeira onde os eletrodos são conectados. Antes de começar você recebe uma carga mínima de 45 volts, somente a título de curiosidade, uma incômoda agulhada que não lhe causa nenhum dano. Você é levado então a uma sala onde encontra-se um aparelho com trinta botões enfileirados, cada um com uma potência diferente de choque. Pronto! Vamos começar a experiência.

Você inicia uma série de perguntas, das quais o aluno acerta as primeiras. Depois começa a errar e o pesquisador lhe ordena que aplique, progressivamente, as descargas. Você começa a ficar apreensivo com os gritos e gemidos que vem da sala ao lado, afinal você é quem está infligindo aquela dor a uma pessoa que nem conhece. 90, 105, 120, 135, 150, 165, 180 volts… os gritos ficam cada vez mais intensos, suas mãos começam a suar, seu estômago se contrai. 225 volts e o aluno começa a chutar a parede, ele pede pra sair. Nessa altura você também pede pra sair, mas o pesquisador com autoridade apenas profere: continue! 325 volts e você está completamente desconfortável e pede novamente ao pesquisador para interromper a sessão. Este dessa vez lhe diz: é preciso que você continue, os choques não causam nenhum dano permanente aos tecidos.

Por volta dos 405 volts o aluno já nem responde. O pesquisador diz: a ausência de resposta deve ser interpretada como erro, prossiga. Assim você libera as três últimas descargas e pensa que poderia ser você no lugar do estranho do outro lado da parede, apenas um sorteio definiu que não seria você a ser amarrado na cadeira. Felizmente, era tudo uma encenação, cujo único desavisado era o voluntário no papel de professor.

O único que tomou um choque real foi você, naquela amostra grátis do início. E os reais objetivos do experimento eram ver em que momento o voluntário manifestaria pela primeira vez seu desejo de encerrar sua participação na pesquisa, e ao ser submetido à autoridade do pesquisador, verificar qual o seu limite final. Esse tipo de experimento não é mais permitido hoje em dia, pois levanta sérias questões éticas e inflige uma séria angústia aos voluntários.

Milgram, em sua estimativa a partir da opinião de outros estudiosos, imaginava que 1,2% dos participantes iria até o fim. Entretanto, deparou-se com a assustadora obediência de 26 dos 40 voluntários. Nada menos que 65%. Nenhum desistiu antes dos 300 volts. O mais impressionante é que não havia nenhum motivo aparente para essa obediência a uma suposta autoridade que fora estabelecida minutos antes do experimento começar. Não havia nenhuma razão anterior que sugerisse a obediência do voluntário com o pesquisador.

Vamos voltar para nossa realidade, para os discursos de ódio e para os influenciadores. O que a história e a psicologia social nos mostra é uma grande proximidade entre civilidade e a barbárie. O Brasil foi marcado durante muito tempo por um contexto social autoritário, e ainda hoje é predominante a autoridade exercida por jornalistas, políticos e outras figuras públicas. Essa ambiência de ódio maniqueísta é, em grande parte, responsabilidade dos comunicadores formadores de opinião que se aproveitam do clima de ódio para se autopromoverem, utilizando um discurso que legitima qualquer incoerência a fim de derrotar o inimigo público do momento.

Isso vem alimentando o fantasma do discurso fascista, e detrimento da opinião de pessoas que acreditam estarem no meio de uma crise terrível. Porém, os estragos da incursão nazifascista pela Europa demonstram os perigos de cutucar certas ideias, principalmente em vista de objetivos mesquinhos, como vencer esse ou aquele inimigo eleitoral. Os registros mostram que a punição é severa àqueles que se abraçam com o que há de mais sombrio na humanidade, a fim de alcançar interesses pessoais. A opinião pública não pode ceder a esses interesses. É indispensável aplicar uma dose de autonomia cognitiva, desde as raízes do sistema educacional, para revertermos esse quadro de incerteza moral. É preciso o envolvimento de todos interessados em incentivar a autonomia de opinião num país ideologicamente tão fragilizado.

Mágico. Emocionante. Magnífico. Assim foi o evento do dia 23/5, que marcou o dia do aniversário de 20 anos do Senac Votuporanga, na própria unidade. Um público estimado em cerca de 1.250 pessoas assistiu a um espetáculo de luzes, cores, performances, tecnologia, leitura e integração, representando toda a grandiosidade do trabalho da instituição e o diferencial que ela traz para a vida das pessoas e para o desenvolvimento da nossa região. O Clan da Criação sente um orgulho imenso por fazer parte dessa história – são 14 anos de uma parceria de sucesso. Deixamos aqui nossos parabéns aos funcionários e aos 28 mil alunos que por lá já passaram. Confira aí embaixo um pouquinho de como foi a comemoração. Além dela, uma extensa programação, totalmente gratuita e aberta à comunidade, foi preparada pela unidade, com atividades culturais, educativas e multidisciplinares. 

Um estilo de vida que sempre me fascina é aquele em que se cria uma narrativa particular e a partir dela se torna possível uma expressão única. Recentemente assistindo ao projeto My Place do Nowness, que entrevista criadores sobre suas casas, fiquei encantado com o episódio da cantora Florence Welch. Seu banheiro é repleto de objetos da Frida Kahlo, as paredes da escada quase já não tem espaço para mais réplicas de quadros e no quarto afixa cartões, letras de músicas e coisas que foram ditas a ela. “A casa toda se torna um caderno gigante”, diz. Os cômodos não conversam entre si, mas não precisam porque cada elemento compõe o organismo vivo do qual considera fazer parte e tudo complementa sua singular narrativa.

Nessa quinta, 11 de maio, esse mesmo sentimento despertou repentinamente assim que entrei no auditório do Senac Votuporanga. Este ano a sede completa 20 anos de sua fundação e trouxe para palestrar Dudu Bertholini, que coincidentemente também comemora duas décadas de carreira na moda. O paralelo com a Florence foi quase imediato porque ambos são criadores que possuem um estilo que extrapola o corpo e percorre cada metro quadrado de suas casas. E mais que isso, no caso de Dudu, transfere um pouco de sua narrativa para quem é exposto a ela. Havia no evento cerca de setenta pessoas e quase todas tentaram simular suas expressivas poses.

Encerrado o “strike the pose” Bertholini rompeu, durante quase duas horas, o tempo e o espaço para nos levar a uma viagem temporal pelo século XX. Passando pelos Teddy Boys na Inglaterra que resgataram o uso de peças da era Eduardiana e portando contribuíram com o surgimento do vintage aos rebeldes Greasers nos Estados Unidos usando a combinação básica de jaqueta, jeans e camisa branca usada até hoje. Percorreu também a França, onde Paul Poiret libertou as mulheres do espartilho e onde também a Chanel simplificou o guarda roupa feminino.

Aos citar esses últimos exemplos Dudu mencionou uma frase da diretora do Studio Berçot, Marie Rucki, “criador é quem muda o meio em que atua”, e ficou claro como as criações desses estilistas foram reações a movimentos sociais e culturais de cada período. A criação a partir da essência das mudanças e conflitos. A moda enquanto uma criação antropológica. Avançando no tempo, na passagem da mudança do padrão corporal de uma Marilyn Monroe dos anos 50, para o padrão dos anos 60 com a Twiggy, os editores e criativos deixaram de mostrar como as peças devem ser usadas e passaram a utilizar fotos conceituais para levar as pessoas a um lugar de desejo e liberdade de uso, a moda começava a deixar de se impor.

 

Os anos seguintes seriam ainda mais libertários na expressão individual, principalmente na entrada da década 90 e, sobretudo devido aos avanços tecnológicos. As mudanças que antes aconteciam a cada década passaram a ocorrer diariamente por causa da aceleração da informação, tornando a moda pulverizada e democrática. Assim, tanto o estilo da Florence quanto a de Dudu refletem, para mim, essa liberdade conquistada para criar e fazer composições com peças de qualquer década, país ou cultura. Bertholini acredita que moda não é arte, mas “um business feito com muita poesia”. Eu já acho que nem todos conseguem chegar ao estado de arte que a moda possibilita, mas ele certamente consegue com sua narrativa. E ontem, sem dúvida, talvez até Marie Rucki falaria que ele é um criador mudando o meio em que atua, mudando as pessoas com quem se encontra e fazendo elas sentirem um genuíno desejo de criar cada uma sua própria narrativa.

post6

Alessa na Terrra dos Sonhos. Esse é o título da série de fotografias que o empresário Giuliano Beraldi, parceiro do Clan da Criação, tem postado em seu Facebook na última semana. A modelo do ensaio é a pequena Alessa, de pouco menos de um mês de vida, filha de Giuliano e Amália.

As imagens mostram Alessa em cenários lúdicos, como em um barco no mar, um buquê de flores, um circo, em cima de uma árvore acompanhada por corujas e suspensa por balões em um céu azul cortado por um arco-íris. Ao lado das fotos, textos escritos pelo próprio Giuliano, como um conto de fadas, dividido por capítulos.

Os cenários são montados em cima da cama do casal com direito ao uso de lençóis coloridos das avós, toalhas e almofadas, que formam barcos, árvores, arco-íris e flores. Uma das imagens tem até participação especial de Lola, a cachorrinha da família. Ao todo foram produzidos seis cenários.

“Coloquei uma escada do lado da cama e subi bem alto. Devo ter fotografado em média 40 vezes para cada imagem, para assim poder escolher a foto que a Alessa tinha ficado melhor”, explica Giuliano.

Sobre os textos, Giuliano diz que a ideia é que Alessa possa ver quando crescer, como uma espécie de mensagem para o futuro. “Fiz um pequeno enredo e comecei a postar uma por dia. Pelo jeito parece que o pessoal gostou. Eu, particularmente, fiquei bastante satisfeito”, afirma.

Ele conta que a inspiração surgiu ao buscar ideias na internet e se deparar com uma série de fotografias em que um pequeno bebê participa de um cenário de sonhos ao lado de lençóis e outros objetos que ganham vida.

“Gosto muito de fotografia, e pensei em economizar nas fotos. Mas fotos de recém-nascido são bem difíceis de fazer, a iluminação, o cenário, o jeito de colocar o bebê. É preciso um pouco de experiência. Então encontrei algumas imagens nesse estilo”, diz o papai da Alessa.

A vontade de Giuliano é continuar com a série no futuro. “Quero continuar fazendo as fotos enquanto for possível e aparecerem oportunidades e ideias. Já tenho mais algumas ideias para fazer, vamos ver como elas ficarão em breve”, afirma.

Confira aqui #alessanaterradossonhos as imagens.

 

Dia 25 de maio, o Dia da Toalha, foi o dia escolhido para homenagear essa trilogia de cinco livros que atravessou as barreiras intergalácticas do tempo: O Guia do Mochileiro das Galáxias, escrito por Douglas Adams. A data é comemorada desde 2001, ano de morte do autor, devido à primeira homenagem feita pelo um guia na Terra criado como manual para a vida, o universo e tudo mais.
 

Com um tom ácido e sarcástico ele aborda temas até hoje atuais e recorrentes como política, convenções sociais e questões existencialistas. Tudo isso em uma saga sobre ficção cientifica e ele o faz maravilhosamente bem. Mas aí você se pergunta, por que a toalha? Douglas Adams explica isso no primeiro livro: “…você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; Pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas do rio Moth; Pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); Você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; E naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.”

 

Você também pode ouvir que esse é o “Dia do Orgulho Nerd”. Mais aMark Robinsongente, ele faz homenagem a cultura nerd em geral e a escolha da data foi dedicada ao lançamento do primeiro filme da saga Star Wars, em 1977. Embora os mais fanáticos celebrarem no dia 4 de maio devido a um jogo de palavras que em inglês forma a frase “May the fouth be with you. ” (Que a força esteja com você).

E nós, em comemoração, já estamos com nossas Dinamites Pangalácticas prontas, que segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias é a melhor bebida que existe, e as toalhas em punho para qualquer ocasião.

post_azul_600

 

Dá pra imaginar um mundo sem internet? A resposta é não, definitivamente.

É difícil imaginar que a internet como a conhecemos hoje nasceu há apenas 25 anos. Sim, em 1989 a internet não era mais que uma ideia de um desconhecido que estava destinado a mudar a vida de bilhões de pessoas.

Tim Berners-Lee trabalhava para um laboratório da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, CERN, quando pensou em uma maneira de acessar mais facilmente os arquivos de computadores interconectados.

A ideia tomou forma de um artigo em 1989, precisamente em 12 de março, data adotada então como o nascimento da World Wide Web.

Mesmo sendo uma grande ideia, Berners-Lee enfrentou certa resistência e até a concorrência de outros projetos, que porém eram pagos. Alguns anos depois a sua ideia vingou e o ritmo de informações alojadas nos servidores aumentou.

Outra questão relacionada à internet é a da liberdade de navegação e proteção dos dados. Apesar de possuir um conceito de livre circulação e gratuidade, algumas empresas e o governo tentam diminuir a proteção de dados privados e a liberdade de acesso através do bloqueio de determinadas páginas ou serviços. Ainda ontem, 11 de março, circulou um abaixo assinado, formulado pelo ex. Ministro da Cultura, Gilberto Gil, sobre a questão do Marco Civil, que proíbe os provedores de usar os nossos dados para vender serviços sem a nossa autorização expressa.

É inegável a importância desta ferramenta que transformou as comunicações e a indústria cultural, permitindo que o usuário seja o leitor, criador e o editor de um mundo de informação.

capa_playlist_23

 

Sabe aquela música “Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça, ou doente do pé”? Bom, nós publicitários não somos doentes do pé, ok? No carnaval, arriscamos uns passinhos e até frequentamos alguns blocos. Não é algo que se diga “nossssssa, como têm ginga”, mas olhando de longe, dá pro gasto.

Brincadeira à parte, a verdade é que em nosso bloco, o do Brainstorm, a música é boa e a playlist democrática. Curtimos o carnaval ouvindo de tudo. De Timbalada a Michael Jackson. Um pouco bizarro? Whatever! Aproveite que hoje é véspera de carnaval e faça o seu esquenta com a nossa “Play”. Divirta-se!

 

Bloco Brainstorm. Carnaval de Publicitário from clandacriacao on 8tracks Radio.

 

 

capa_playlist_22

 

Clássico, Acid Jazz, Trilha Sonora. Em All That Jazz, playlist da semana (e uma das mais planejadas entre a equipe) tem de tudo, mas tudo mesmo, incluindo tema de desenho animado e vídeo game dos anos 80. Pode dar o play que a lista é democrática. Inclui: Nina Simone, Saint Germain, Esperanza Spalding e algumas surpresas.  Aproveite!

 

ALL THAT JAZZ from clandacriacao on 8tracks Radio.

capa_playlist_21

 

Dentro de uma agência de publicidade, o maior exercício de criatividade é o brainstorm. Até hoje, a forma mais eficaz e inusitada de se chegar a uma boa ideia “aaand” escolher tema de Playlist. (Sim, aqui sai Punk Rock e Nutella na mesma conversa!!!). Então, pegue um potinho dessa delícia e suba o som. Vai começar a Nutella Anarkia!, um monte de músicas para mandar regras às favas enquanto você engorda. O nosso convidado de hoje é o Cajú Neto, (ele é magrinho) representante fiel e um dos maiores entendedores de Punk Rock na cidade.

 

Nutella Anarkia from clandacriacao on 8tracks Radio.

12345...